Semana Acadêmica de Física - 2017


A Semana Acadêmica de Física - 2017, será realizada no período de 02 a 05 de maio de 2017, no Centro Politécnico da UFPR, nas dependências do departamento de Física da UFPR, no auditório Leo Grossmann (entrada próximo à Biblioteca do Setor de Ciências Exatas e Tecnologia) e no auditório do prédio da administração (segundo andar). A programação pode ser consultada aqui:


Programação da Semana Acadêmica de Física

Email para contato: safufpr@gmail.com



Observações:

1) A presença nos seminários e minicursos será verificada pela assinatura num caderno de presença. Não é necessária inscrição prévia para os seminários.

2) As inscrições para os minicursos devem ser feitas até 29/04/2017 por este link. Dependendo da sala, haverá limitação do número de inscritos, e em caso de um número de inscrições maior que o limite da sala, a comissão organizadora definirá critérios para a seleção dos inscritos.


Resumos dos minicursos:


a) Introdução à teoria cinética veicular

       Desde a aurora da civilização humana, problemas relacionados ao transporte dos mais variados objetos só vieram a aumentar com o surgimento dos grandes centros urbanos. Por exemplo, na antiga Roma, problemas inerentes ao tráfego de veículos são identificados no "Corpus Inscriptionum Latinarum" que proibia a passagem de carruagens em determinados pontos da cidade em certos horários do dia. Neste minucurso, conceitos fundamentais necessários para caracterizar os estado de fluxo veicular com base em uma teoria cinética são apresentados.


b) Introdução à teoria quântica de espalhamento

       Apresentaremos neste minicurso uma introdução à teoria quântica de espalhamento. Na primeira parte da primeira aula iremos discutir o problema de espalhamento em uma dimensão, o que permitirá introduzir alguns conceitos básicos dentro do que é coberto na disciplina de Física Moderna. Na segunda parte desta aula iremos apresentar o problema de espalhamento de forma geral e depois e discutir o problema de espalhamento por um potencial. Iremos discutir o comportamento assintótico da função de onda de espalhamento, do qual se obtém a amplitude de espalhamento. Discutiremos também sobre a equação de Lippmann-Schwinger, que é uma equação integral para o espalhamento. A segunda aula será dedicada ao método das ondas parciais, que é muito útil no caso do espalhamento por um potencial central. Iremos aplicar este método ao problema de espalhamento por um poço esférico. Discutiremos sobre ressonâncias de forma, estado virtual e mínimo de Ramsauer-Townsend. Na terceira e última aula iremos falar sobre o princípio variacional de Schwinger para a amplitude de espalhamento e sobre o método Schwinger multicanal. Este método é baseado no princípio variacional de Schwinger e foi desenvolvido para o estudo do espalhamento de elétrons e pósitrons por moléculas. Aqui chegamos no problema de muitos corpos.


3) As inscrições para as oficinas devem ser feitas até 29/04/2017 por este link. Haverá limitação do número de inscritos, e em caso de um número de inscrições maior que o limite, a comissão organizadora definirá critérios para a seleção dos inscritos.


Resumo das oficinas

a) Um olhar sobre a visão

       O foco principal da Oficina é a construção de um modelo didático para o Olho Humano, tendo em perspectiva o estudo dos conceitos físicos envolvidos na formação da imagem na retina. Serão discutidos alguns problemas de visão tais como miopia, hipermetropia e astigmatismo. O participante construirá na oficina um modelo de um olho simulando a miopia e a hipermetropia e serão realizadas discussões sobre a potencialidade do seu uso como material didático em aulas de Física no Ensino Médio.

b) Maquetes e Experimentos Multissensoriais

       Vivemos uma mudança de paradigma social. Estamos, em relação à participação da pessoa com deficiência, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, no início da passagem de uma visão segregacionista e assistencialista para uma inclusivista e de autonomia. Não faz muito tempo que a interpretação comum e direta acerca da escolarização, por exemplo, do aluno com deficiência, convergia à criação de espaços diferentes e separados dos alunos sem deficiências. Há aqueles que defendem tal ponto de vista. Há, entretanto, uma postura crítica que defende o direito à manifestação da diversidade em seus múltiplos aspectos. Esta postura, tornada organizada e legal por convenções internacionais e legislações nacionais, reconhece na heterogeneidade humana a potencialidade de novas abordagens sociais, e especificamente, para a sala de aula de ciências, metodológicas e de valorização da multissensorialidade. A diversidade é algo que marca o ser humano. Entendê-la e explorar suas potencialidades valoriza o homem e cria situações de atuação plena, pois, estrutura os ambientes físico e social em função de múltiplas variáveis. Tal estruturação, na lógica da inclusão, é central para a participação efetiva de todas as pessoas. Neste contexto, defendemos mais do que a criação de estratégias e materiais específicos aos alunos com deficiências. A compreensão da função de tais elementos é indispensável à consolidação de um espaço educacional inclusivo. Concordamos que a valorização de múltiplas potencialidades em sala de aula vai além, apontando para o aproveitamento da diversidade humana, gerando assim ambientes adequados à participação de todos os alunos. Assim, não basta ver, é preciso tocar, ouvir, cheirar, não basta a obtenção de conclusões próprias, é preciso o compartilhar, o questionar, o descrever sob várias perspectivas. Reconhecemos então a importância da diversidade, revelada em nossas investigações em razão da utilização, em processos de ensino/aprendizagem, dos múltiplos sentidos constituintes das vias perceptuais que nos abrem ao mundo. Portanto,     entendemos que   um ensino de ciências apoiado em atividades dialógicas/participativas,  em experimentos e representações  multissensoriais e em  comunicações plenamente acessíveis à todos os estudantes, promovem inclusão e cidadania.


4) Novas informações serão disponibilizadas em breve.




Comissão Organizadora:

Profs. Evaldo Ribeiro, Kleber Daum Machado e Wilson Alcantara Soares (DFIS) e Sergio Camargo (DTPEN)
Acadêmicos Arturo Cagnato Conte, Bruna Pascual Dias, Gabriél José Goulart Cardoso, Igor Benek-Lins
Centro Acadêmico Hugo Kremer (CAHK)
Graduação em Física
Universidade Federal do Paraná
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